segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Exotérmico

por Guilherme Defalque e Raphael Rocha


Primeiro, segunda de mapa efêmero
Bocal de árvore de propósito
Lendo tu, alicate vulcânico
Que miss? Abacaxi?
Que miss? Tura?
É? Não? Miscelânea pobre.
Paupérrima célere demolição soturna.
Vaza-te daqui, berinjela piriforme, muda-te!
Absurdo!
Azeitona introduzida em mesóclise, sábia capivara.
Simulacro a guiar árvore de martelo.
Pretenciosa nobre criatura
De uma longa, de uma estrada, de uma vala
Tetris bolos tontos bacaxi? Polvos? Sabe-se lá de vossos piercings!
Jura!
Abelha de prosopopeia interna a cílios supersticiosos.
Jura!

Imagem: [CC] Willian Cho (modificada)

domingo, 24 de novembro de 2013

Tragédias desconexas









Tantas mortes
E acidentes
E terremotos
E enchentes

E perdas
E contrabandos
E roubos
E vândalos

Tanta fome,
Tanta doença,
Tanto sacrifício,
Tanta indiferença.

E falta de caráter.

Erros estáveis,
Covardia capiciosa,
Descaso deliberado,
Amizade ambiciosa

Receio repentino,
Impotência intuitiva,
Pensamento problemático
de Causas construtivas.

E que descansemos em paz, meus amigos!

Em paz,
Em saúde,
Em alegria,
Em sucesso,
Em visão,
Em sentimento,
Em otimismo.

Otimismo! Força! Alegria!

Ah, impotência...

Quanto esforço,
Perdido, por vezes
Sentimentos ocultos
Por aqueles, estes ou esses.

Quanto choro,
Ah! Quanto choro!
E saudade,
E saudade.

Tanta angústia
Reprimida
Tanta dor
Remanescida

Tanto pranto,
Tanto ódio,
Tanto medo,
Tanto espanto,
Tanta crueldade,
Tanta impunidade,
Tanto julgamento,
Tanto sofrimento.

Mas a gente supera.
A gente sempre supera.


Imagem: [CC] Stefan Lins (modificada por Raphael Rocha)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Cai

"O outono é sempre igual,
As folhas caem no quintal."

Caem as folhas,
Cai a noite,
Caem as árvores,
Caem as máscaras,

“Cai da cabeça aos pés,
Cai dos pés à cabeça”.

Cai a casa,
Cai à tona,
Cai em si,
Caio sim,
Cai rolando,
Caio Holando,
Caixote,
Dom Quixote,
Caixinha
Caipirinha.

Cai de maduro,
Cai morto,
Cai duro.

Cai no sono,
Cai matando,
Cai no esquecimento.
Cai o pano.
“Cai devagar,
Cai de repente.
Ameaça pra trás
E cai pra frente”,
Mas pelo menos,
diz que cai contente.

Cai na real,
Cai do varal,
Cai para o bem,
Cai para o mal.

“Caipira
Pirapora,
Nossa Senhora de
Aparecida”

Cai além
Cai e vem
Vai e vem
Vai e cai
Cai a mim
Cai a ti
Cai o mundo
Cai ao mundo.
Caia o mundo!

Cai, cai,
balão.

Cai o queixo,
Cai do cavalo…
Cai tropeçando,
Cai de resvalo.

Cai do céu,
Cai da calçada,
Cai do cais.

Tomara que caia
Lhe cai bem!

Cai.
Kai.
Kae.
Kay.

K ir.
K, e...?
K.I.
K, hein!

Caem as pedras
Cai a chuva
Cai a neve
Caem as uvas.

Só não cai a minha bolsa.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A criação divina

No princípio, era o vazio.

E Deus acrescentou 1 ao vazio
O obteve o 1.

Depois, Deus acrescentou 1 ao 1
e obteve o 2.
Acrescentou 1 ao 2 e obteve o 3.

Juntou o 2 com o 3, e fez-se o 5.
Juntou o 3 com o 5, e fez-se o 8.
Juntou o 5 com o 8 e surgiu o 13.

Deus viu que isso era bom,
E continuou até o infinito.

Quando terminou, Deus criou as galáxias, os homens, as plantas e os animais.

Ao sétimo dia, descansou.

domingo, 15 de setembro de 2013

Eu venho do Sol




"De onde você veio?"
E aponto para o céu, uma estrela
Que se destaca em sua constelação pelo brilho
E que, não por acaso, eu havia já observado no começo da noite.

Estava ela a uns sessenta graus do solo,
Entre as direções oeste e sul.
Em geral, eu sabia a posição da Estrela,
Mesmo se me fechassem os olhos antes de perguntar

"Eu venho do Sol!", respondi.
O colega, que conheci na tarde anterior,
Pareceu ter gostado da minha resposta;
Muito tinha ele ouvido e visto do lugar de onde vim.

Expliquei que no Sol fica a origem de minha espécie,
Que todos os outros parecidos comigo têm nele seus ancestrais.
Ele tinha ouvido músicas, visto filmes, lido livros,
E conhecia pessoas legais que vieram de lá.

"Somos poucos aqui", disse eu.
Mas era claro que éramos.
Onde eu estava, eram sempre poucos;
Eram poucos de muitos lugares.

O Sol era ainda um lugar deserto,
Perto dele, não muito se encontrava que fosse vivo,
E era muito bom poder conhecer
O lugar dos poucos de muitos.

"O terceiro planeta", falei,
E ele sabia que era o único;
O único rico, o único fértil,
A solitária esfera azul.

Ele sabia que grandes feitos
Tinham se passado por lá
Ele conhecia o bom trabalho que fizeram
Para preservar e divulgar nossa história.

"A Lua é mesmo bela?", perguntou.
Olhamos para o céu novamente;
Um planeta de intenso brilho mostrava-se
Quase morrendo no oeste.

O céu era lindo, de fato,
Constelações inteiramente novas,
Muitos planetas a toda hora,
E fragmentos esfumaçados da nossa grande Via Láctea.

"Não é tão bela nas fotos que você viu",
E expliquei que as imagens que pudemos registrar
Não podiam retratar exatamente o que o olho vê,
E ele ficou imaginando um luar realístico.

De fato, uma lua faltava;
Na Terra, nos dava de sobra:
Sobrava espetáculo e admiração,
Um detalhe terrestre um tanto precioso, se pode dizer.

"Eu venho de lá", disse, desta vez fitando a minha estrela.
Ele percebeu minha emoção.
Afinal, aquele ponto branco, brilhoso
Naquele lugar, ainda era meu maior regente.

Apesar de tão longe, ainda podia vê-lo;
Meu lar, minha origem, minha gravidade;
Era muito bom poder olhar para ele,
E falar, e mostrar, e contar para as pessoas.

"Foi de lá que eu vim", pensei agora comigo mesmo,
Me sentindo sortudo pela minha posição.
Aquele ponto branco me mantivera vivo por muito tempo,
E agora, eu saíra de casa, e ele estava em meu olhar.

E ficamos, depois disso, só olhando,
A noite limpa, o céu em bom contraste
Apesar de meu passado cravado em minha mente,
Não dava para desfazer: era incrível o lugar onde eu estava.


Raphael Rocha, 2013.

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

"Telephone" (Gaga/Beyoncé) na flauta doce






Música "Telephone" da Lady Gaga na flauta doce.

Originalmente, a música é uma gravação de 2009 de Lady Gaga e Beyoncé para o álbum "The Fame Monster".

Autores: Gaga, Rodney Jerkins, LaShawn Daniels, Lazonate Franklin e Beyoncé.

Mais vídeos de flauta doce.

Clique abaixo para ver a cifra:

domingo, 21 de abril de 2013

Profecias sobre os papas



Este vídeo comenta algumas coincidências curiosas encontradas entre algumas profecias antigas e alguns acontecimentos do mundo atual, todas relacionadas ao papa.

Quais mistérios cercam a renúncia de Bento XVI? Seria o Papa Francisco o último Papa? Seria o começo de uma grande mudança na Igreja Católica (ou no mundo)? Este vídeo mostra alguns dos principais fatos que levam muitas pessoas a acreditarem nisso. Veja abaixo alguns links com informações complementares.


CONTEÚDO:

- Comentários iniciais ___ 0:00
- São Malaquias _______ 1:15
- Monge de Pádua _____ 3:57
- Monja de Dresden ____ 4:52
- Mago Merlin ________ 5:38
- Outros comentários ___ 6:38


NOTAS:

1. Este vídeo foi gravado antes da eleição do Papa Francisco.

2. Existe uma vaga ligação entre o Papa Francisco e o nome Pedro: Francisco de Assis, de onde o Papa inspirou seu nome, era filho de um homem chamado Pedro.


LINKS:

1. Interpretações de várias profecias citadas neste vídeo (Usina de Letras)

2. Lista das profecias de São Malaquias, com alguns comentários (Wikipédia)

3. Interpretação de algumas profecias do Monge de Pádua (Amor Mariano)

4. Comparações das principais profecias sobre os papas (Profecia FM)

5. Análise das profecias sobre o Papa Francisco (Pequena Dúvida)

6. Vídeo com comentários sobre algumas profecias de Nostradamus (Youtube)

Profecias e fim do mundo: coincidências legais.


0:00 - Introdução
0:30 - Fim do mundo em 2012 e falsa profecia sobre Gangnam Style
3:30 - Renúncia do Papa e outros comentários
5:18 - Profecias de Nostradamus sobre o Papa
8:46 - Meteoro russo e conclusão


[Menção em 4:13] Página de onde as interpretações da profecia de Nostradamus foram lidas:
http://profeciasoapiceem2036.blogspot.com.br/2010/12/nostradamus-o-penultimo-e-ultimo-papa.html

OBS: "Sobreviverá entre abril e março" (menção em 5:28) também é uma frase que pode ser ligada a Bento XVI, já que ele assumiu o papado em um mês de abril e renunciou no último dia de fevereiro.

"Beethoven Virus" (editado) na flauta doce


Versão editada da música "Beethoven Virus" tocada na flauta doce.

Composição: BanYa, pela obra de Beethoven
Adaptação e edição: Raphael Rocha

Playback:
Adaptação do arquivo postado por "D-64 Resources" aqui:
http://www.4shared.com/music/_O5REi9d/Beethoven_virus.html.

Partitura:
Mdelam (http://pt.scribd.com/doc/33684265/Virus-Mdelam)

"O Fantasma da Ópera" solo na flauta doce

"Chop Suey" na flauta doce


Aprendendo a trabalhar com Arduino

Seminário sobre Pitágoras em 2010

Beethoven Virus na flauta doce

5 fatos sobre mim

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Coincidência tripla

Certo, já está ficando repetitivo.

Vocês lembram a minha história de nunca me lembrar do aniversário do TQB? OK, nem eu lembro direito, então veja este post.

Aconteceu pela terceira vez. Eu juro! Pela terceira vez, eu quase me esqueci do aniversário do TQB, e me lembrei um dia antes.

Desta vez, o que me lembrou foi o vídeo do PC Siqueira falando do aniversário de três anos do Mas Poxa Vida. Eu vi o vídeo ontem e lembrei: "caramba, este ano esqueci o aniversário do TQB!". Aí vi que o aniversário dele seria hoje, e lembrei que isso sempre acontecia. Li de novo o post em que eu comentei sobre isso no ano passado, e me dei conta do tamanho da coincidência.

Aí de novo veio aquela pergunta à minha mente: que tipo de força oculta faz com que eu sempre me lembre do aniversário do TQB um dia antes???


Bom, então vamos lá fazer alguma coisa para comemorar o aniversário do Tem Que Bombar

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